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Atitude Apostólica em relação ao Judaísmo Religioso no Livro de Atos
©21 de novembro Por Asher Intrater

Tem existido uma controvérsia continua entre os pastores Messiânicos em Israel concernente à nossa atitude em relação ao Judaísmo religioso e a Lei de Moisés. Há uma pequena porcentagem (talvez 10%), que crê que deveríamos aceitar tudo do Judaísmo Rabínico; e outra pequena porcentagem (talvez 20%), que crê que deveríamos rejeitar tudo do Judaísmo Rabínico. A maioria se encontra no meio desta discussão.

Eu tenho notado uma controvérsia parecida em pastores de igrejas ao redor do mundo. Um número muito pequeno se torna tão enamorado com o Judaísmo Rabínico que eles desejam manter toda a cultura Judaica. Uma porcentagem maior ainda se encontra afetada pela teologia de substituição, anti-nominismo (anti-Lei) e até mesmo anti-Semitista. Muitos líderes Cristãos que vêem um amor por Israel e pelo povo Judeu na Bíblia também se encontram no meio, e permanecem de certa forma confusos.

Esta controvérsia pode ser comparada à do livro de Atos 2,000 anos atrás. Lá a pergunta foi se os Gentios deveriam ter que manter a Lei de Moisés. A resposta dos apóstolos, como eu a interpreto, foi que os Cristãos Gentios estão livres de elementos cerimoniais simbólicos da Lei, mas os elementos da Lei moral universal ainda é incumbente sobre eles.

Nota: Esta distinção entre símbolos sacerdotais e moralidade universal não é uma invenção da Nova Aliança; esta já era expressa pelos profetas de Israel. Yeshua ensinou neste assunto em Mateus 9:13, 12:7,23:23, e em Marcos 12:33. Ainsa assim, a distinção entre a lei simbólica e a lei moral pode ser vista em I Samuel 15:22, Isaías 1:11 e 17, Jeremias 4:4, Oséias 6:6, Miquéias 6:7 e 8. Meu preferido é

Provérbios 21:3 – “Exercitar justiça e juízo é mais aceitável ao Senhor do que sacrifício de animais.”

Para apresentarmos algumas informações do passado, eu preparei uma pequena pesquisa da atitude dos apóstolos marcando cada versículo no livro de Atos que é concernente ao Judaísmo Rabínico ou a Lei de Moisés. Eu encontrei 148 versículos sobre o assunto: 78 versículos continham crítica; 70 versículos continham afirmação. Não há nenhum capítulo que não contém alguma referência a esse assunto. Como isso foi significante na nova comunidade de fé, hoje também é. O que podemos aprender desta pesquisa?

Primeiramente, nós vemos que há um equilíbrio no assunto. Ver o Judaísmo Rabínico como totalmente negativo ou positivo não é bíblico. Existem pros e contras. I aprecio o resumo de Paulo (Saulo) sobre o assunto em Romanos 11:28 – “Quanto ao Evangelho, são eles inimigos por vossa causa, quanto, porém, à eleição, são amados por causa do patriarcas.” Existem elementos do Judaísmo Rabínico que são inimigos à graça de Deus e do evangelho da salvação; porém, dentro do Judaísmo existem elementos que mantêm a fé histórica de Abraão e Moisés.

Dos 78 versículos em Atos que são críticos ao Judaísmo religioso, a grande maioria é concernente à perseguição de Judeus Messiânicos (59) e sua rejeição à Yeshua (10). Somente 9 versículos os critica por legalismo ou pecado. Eu não encontrei versículos que negam a posição do Judaísmo religioso como a continuação da fé dos nossos patriarcas.

Isso é significante nos dois lados: Não seja enganado. Existe um “propósito” de mentira escondido no Judaísmo rabínico que opõe a fé em Yeshua. Aqueles que não estão discernindo bem serão enfraquecidos por serem influenciados por ensinamentos rabínicos. Por outro lado, a crença e costumes Judaicos em questões não concernentes ao evangelho NÃO são necessariamente rejeitados pelos apóstolos.   

Nos versículos que “afirmam”, a maior categoria (16) foi a declaração dos apóstolos se identificando como integrados à fé, cultura e passado étnico do povo Judeu. Estas expressões foram declaradas particularmente quando pregando o evangelho; em uma tentativa de não permitir que a fé em Yeshua fosse separada do povo de Israel.

A segunda categoria (15) foi a atitude dos apóstolos em relação à Lei de Moisés. Eles viam a Lei e os Profetas como a palavra oficial de Deus. Eles se viam como uns que mantinham os mandamentos e se submetiam às profecias antigas de Israel.

Uma terceira área de afirmação (15 versículos) era de tradição rabínica. Os apóstolos não afirmavam as tradições como a palavra de Deus, entretanto eles fizeram todos os esforços para serem respeitosos a cultura de suas famílias e amigos. Outros 10 versículos falavam sobre o costume dos apóstolos de entrar nas sinagogas em cada cidade. As sinagogas eram vistas como um lugar válido de oração, de comunhão e de estudo bíblico.

Finalmente, eu encontrei 14 versículos que falavam de certa divindade, fé e chamado entre os Judeus religiosos. O fato que eles ainda não conheciam o Messias não invalidava o grau de justiça que eles tinham dentro da religião Judaica.

Nós somos comprometidos à verdade de toda a palavra de Deus: o Torá, os Profetas e a Nova Aliança. Em segundo lugar, nós desejamos compartilhar nossa fé eficazmente com àqueles ao nosso redor. Em entrevistas recentes na televisão e nos jornais Israelenses, muitas das questões se focaram em como a comunidade Messiânica lidam com as questões de Judaísmo e da Lei de Moisés, mesmo que de fato a mídia Israelense é predominantemente secular.

Como Yeshua e Seus discípulos tiveram que lidar com as questões do Torá quando compartilhando o evangelho com o povo Judeu, nós também lidamos nos dias de hoje. Enquanto o evangelho vai às nações de novo a partir de Jerusalém, como foi no primeiro século, nós desejamos que nossa mensagem tenha as mesmas prioridades do reino como expressada pelos primeiros apóstolos.

Nossa atitude é de agir como radicais no trabalho do Espírito Santo, ousados ao apresentar o evangelho, comprometido à integridade moral, e equilibrado no lidar às tradições religiosas Judaicas. Nós seguimos os passos dos apóstolos. Ore por unidade nesses assuntos na comunidade Messiânica em Israel e no Corpo internacional de Cristo.


De nuevo a los artículos de 2010

Por favor ORE pela continuidade do nosso ministério em Israel com evanglismo indígena, implantação de congregações messiânicas, centro de treinamento e discipulado, louvor profético e vigílias de oração em hebraico, e assistência financeira para os necessitados."